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domingo, 20 de abril de 2014

Como praticar esportes em escolas sem quadra


A falta de infraestrutura não pode impedir que ocorram boas aulas. Veja como propor jogos e atividades de atletismo em espaços adaptados.


portal

Muito se fala sobre a ausência de quadras e ginásios de esporte. Segundo dados do Censo Escolar de 2009 divulgados pelo Ministério da Educação (MEC), apenas 31% das unidades de Ensino Fundamental têm esses equipamentos. E mais: uma parcela considerável delas sofre com más condições de conservação - o piso está rachado ou falta material, como tabelas, redes e gols. 

Essa realidade, no entanto, não pode ser um impeditivo para aulas produtivas. Conforme consta nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), "mesmo que não se tenha uma quadra convencional, é possível adaptar espaços para o trabalho em Educação Física". Como fazer isso? O primeiro ponto é entender que, na escola, o esporte não deve ter como objetivo formar atletas olímpicos ou grandes talentos do futebol e do basquete. Ele precisa ser pensado como parte de um trabalho amplo, capaz de levar os alunos a participar de atividades corporais variadas, a reconhecer e respeitar suas características físicas, assim como as dos colegas, e conhecer as diversas manifestações culturais brasileiras. 

Sendo assim, não é imprescindível contar com uma quadra oficial para que a turma tenha a chance de desenvolver as habilidades esperadas. Adaptar as regras de uma modalidade esportiva de acordo com os espaços disponíveis e criar um jogo em que os conteúdos sejam trabalhados é uma boa maneira de driblar as limitações e garantir um ensino de qualidade. O pátio interno, o jardim, um campo gramado e até mesmo os arredores da escola podem ser aproveitados. 

Cabe ao professor pensar em alternativas: estender cordas entre árvores para que as crianças organizem uma partida de voleibol em pequenos grupos, pendurar pneus e aros nas árvores para funcionarem como alvos em jogos de arremesso e basquete, utilizar os desníveis de terreno e os materiais disponíveis como partes de circuitos de corrida com obstáculos são algumas sugestões apresentadas nos PCNs. Além delas, outras tantas possibilidades podem ser criadas. 

O professor que observa as práticas que já fazem parte da realidade dos alunos e tenta trazê-las para o ambiente escolar também costumam ter bons resultados. Se os meninos jogam gol a gol (quando um bate o pênalti e o outro defende) ou se a turma gosta de praticar vôlei em duplas na praia, por que não aproveitar essas atividades como base para o planejamento? O importante é ter claro o que se quer ensinar e, com base nisso, pensar na maneira como deve adaptar os recursos físicos da escola. 

Fonte:http://www.educacaofisica.com.br/index.php/escola/canais-escola/educacao-fisica-escolar/23990-como-praticar-esportes-em-escolas-sem-quadra

Att. Eduardo Oliveira

sábado, 19 de abril de 2014

Alemanha: O novo país do futebol?

Alemanha, o país do futebol



Eles tiraram o futebol do país da lama para transformá-lo no mais organizado e poderoso do mundo. Estádios lotados e novos craques despontaram de uma filosofia simples: o papel social do esporte é mais importante que qualquer troféu

por: Guilherme Pavarin e Alexandre Versignassi

No comecinho dos anos 2000, o grandalhão Oliver Bierhoff era o maior - e bota maior - símbolo do então apático futebol alemão. Experiente, corpulento, de canelas longas, pouca técnica e quase nenhuma movimentação, o centroavante abusava dos seus 1,91 m para finalizar as jogadas do único jeito que sabia: pelo alto, entre os zagueiros, cabeceando firme para dentro das redes. O movimento era repetido à exaustão. Jogo a jogo.

Na Eurocopa de 2000, na Bélgica, os alemães sentiram a limitação bater na ponta das chuteiras. Atirados em um grupo com equipes fortes - Inglaterra, Portugal e Romênia -, caíram logo na primeira fase, marcando apenas um ponto e um gol. Vexame para uma camisa tricampeã mundial, que já tinha vestido Franz Beckenbauer, Karl Rummenigge, Paul Breitner. "Estávamos pensando exatamente como vocês brasileiros pensam hoje: que não precisávamos aprender nada. E fomos jogando cada vez pior, pior e pior", resumiu o próprio Breitner numa entrevista recente para o canal ESPN Brasil. Mas a queda em 2000 fez os alemães acordarem. Autoridades foram a público e tornaram o desempenho da seleção assunto de estado. O governo traçou um plano ambicioso: em uma década, a Alemanha deveria voltar a ser uma potência futebolística.

A missão, afirmaram os governantes, era fazer com que a população voltasse a se encantar com o esporte. O país, então, botou a mão no bolso. Em pouco mais de 12 anos, investiu cerca de US$ 1 bilhão em academias e centros de treinamentos para jovens. A ideia era usar esses CTs públicos para ensinar futebol com uma receita em duas medidas: 50% habilidade, 50% força - em vez dos 200% força que a seleção vinha aplicando.

Quem cuida de tudo lá é a DFB (Associação Alemã de Futebol), a CBF deles. Ligada ao governo, a associação alemã é dona de 366 centros futebolísticos. Desde 2001, crianças de 9 a 17 anos desenvolvem seus talentos em academias perto de suas casas, sem vínculo com clubes. Cerca de mil técnicos treinam 25 mil jovens. A DFB, na verdade, é tudo o que a CBF não é. A nossa Confederação Brasileira de Futebol é um órgão privado, e não possui nenhum projeto de formação de jogadores além das seleções de base (sub-15, sub-17 e sub-20), que só pinçam jovens talentos que já treinam em algum clube. E tem a corrupção - os escândalos se avolumam há décadas.

Enquanto isso, na Alemanha, a DFB tratou de reformar a Bundesliga - o campeonato nacional deles. A primeira foi impor uma política financeira rigorosa. Os clubes passaram a ter que enviar, três vezes ao ano, atestados de orçamento positivo. Analisados um a um, os casos deveriam seguir à risca um livro de 200 páginas que especifica normas financeiras.

Se aprovados, ok, podem jogar a liga. Do contrário, W.O.: perdem pontos e, se a "infração" administrativa for grave, nem entram em campo. Assim, nenhuma extravagância, como contratar um Neymar, poderia ser feita sem que o clube desse garantias de poder efetuar o pagamento. Tal controle foi capaz de praticamente extinguir as dívidas das equipes locais. Dos 30 times da Bundesliga, só dois têm dívidas. E o gasto com salários não passa de 50% da receita dos clubes; em outros países, o valor chega a 70%. No Brasil, a dívida dos 20 maiores clubes é de R$ 4 bilhões. Na Inglaterra, de R$ 11 bilhões.

Com esse pacotão, a missão alemã estava clara: gerar novos talentos e nutrir o futebol deles numa competição sustentável. Hoje, 13 anos depois, os resultados são sólidos. Bayern e Borussia Dortmund, dois dos grandes clubes da nação, foram os finalistas da Champions League, o principal torneio interclubes do mundo. Como numa boa lavoura, proliferam novos craques. Mario Goetze, de 20 anos, André Schürrle, de 22, mais Marco Reus e Thomas Müller, de 23, são alguns nomes que fazem Bierhoff e seus antigos companheiros parecem praticantes de outro esporte. Para completar, a liga do país tem o melhor público do mundo, média de 45 mil pessoas por jogo (40% são mulheres). Só a torcida do Borussia Dortmund tem média de 80 mil (!) por jogo. É uma final de Libertadores no Maracanã a cada domingo - coisa inédita na história do futebol. Não tem comparação: média de público do Brasileiro é 15 mil pessoas. A da segunda divisão alemã é de 17 mil. Nossa média, aliás, é só a 13º do mundo, atrás de China e EUA.

O fato é que nenhum país trata o futebol tão a sério quanto a Alemanha. E não é só para tentar ganhar troféus. Quando eles propuseram uma revolução no futebol, a justificativa foi a seguinte: só a bola seria capaz de unir a nação.

Faz mais sentido do que parece. A Alemanha é o terceiro país com mais imigrantes no mundo (atrás de EUA e Rússia). Mais de 20% dos 82 milhões de habitantes da Alemanha são ou imigrantes ou filhos de imigrantes. Num país onde até não muito tempo atrás era preciso ser "ariano" para ser cidadão, isso poderia virar um caldeirão de intolerância. Às vezes até vira. Mas o futebol ajuda a manter a coisa em fogo baixo, justamente porque nada na Alemanha abraçou mais imigrantes do que o futebol.

O Bayern de Munique, por exemplo, é um arco-íris étnico. No time mais tradicional da Alemanha, tem negro, branco, moreno, narigudo, careca, black power... Se botar o uniforme do Bangu nos caras, vira tudo carioca. Uma combinação de fazer Hitler revirar no túmulo - e, junto com as iniciativas que vimos aqui, de tornar a Alemanha tetracampeã no Brasil, o país da corrupção no futebol.

Att. Edilson de Oliveira


sexta-feira, 18 de abril de 2014

O que fazer em situações de emergência

Acidente de trânsito

A principal dica é não se expor a risco nenhum e jamais tocar na vítima. É fundamental chamar o SAMU (192) o quanto antes – se houver vazamento, fogo, risco de explosão ou a vítima estiver presa nas ferragens, é preciso ainda chamar o Corpo de Bombeiros (193).
Antes de o socorro chegar, é importante colocar o triângulo do carro a quarenta passos de distância, para evitar que outro acidente maior aconteça. Se o acidente envolveu um ciclista ou motociclista, a dica é jamais tentar tirar o capacete – a dica é chamar o socorro e aguardar ao lado da vítima, tentando deixá-la calma e tranquila. Em caso de corte com sangramento intenso, é bom usar um pano limpo para estancar o sangue.
Se houver fratura exposta, não se deve mexer a vítima até o SAMU chegar. Se a fratura for mais simples, é possível imobilizar o membro com uma revista e sacos plásticos para amarrar, como explicou a reportagem. Em situações mais simples, como cortes leves, é preciso apenas lavar com água e sabão .
Convulsão
Quando ocorre uma crise convulsiva, a vítima começa a se debater e fica prestes a perder a consciência e cair. Por isso, é preciso primeiro segurá-la e deitá-la de lado no chão.
Depois, a dica é abrir as roupas apertadas e afastar objetos que possam eventualmente machucar.
A pediatra explica que nunca é recomendado colocar a mão na boca da vítima ou tentar conter os movimentos. Depois de deitá-la, é só ficar de olho até a crise passar – geralmente ela dura mais ou menos de 3 a 5 minutos. Se passar desse tempo, é bom chamar o SAMU.
Coração acelerado
Algumas pessoas podem, de repente, sentir o coração disparar e ter aquela sensação de palpitação.
Alguns fatores como cafeína, álcool, ansiedade e estresse podem fazer o coração disparar, o que dá uma sensação de desconforto muito grande.
Nessa situação, a dica é pedir para ela tossir porque a tosse pode fazer com que o coração volte ao ritmo normal. Se não melhorar, então é hora de chamar o socorro ou levar a vítima ao hospital. 
Desmaio
A primeira coisa a se fazer é checar se a pessoa está respirando, chegando perto e colocando o ouvido perto para verificar a respiração.
É possível também colocar as mãos perto do nariz para ver se o ar está saindo. Se ela não estiver respirando, então é preciso chamar o SAMU e já começar as manobras de reanimação – basta imaginar uma linha entre os mamilos, colocar uma mão sobre a outra em forma de concha e pressionar o corpo com força no meio dessa linha.
Depois, é só contar até 4 continuamente até o socorro chegar. No entanto, se o peito estiver em movimento, é um sinal de que a vítima está respirando, então é preciso acordá-la. Para isso, é só aumentar o fluxo de sangue no cérebro levantando as pernas da vítima. Se ela não acordar em até 5 minutos, é preciso chamar o socorro.
Massagem cardíaca (Foto: Arte/G1)
Engasgo
Se um bebê de até um ano engasgar, nunca é bom chacoalhá-lo ou soprar seu rosto. A dica é segurar o queixo da criança com as mãos e virá-la de costas.
Depois, é preciso dar cinco tapas fortes nas costas do bebê, sem receio de machucar, porque é a força que faz o corpo estranho sair. Se mesmo assim ele não desengasgar, é hora de partir para a massagem cardíaca, nunca colocando o dedo dentro da boca.
No caso do adulto, para desengasgar, é preciso levantá-lo segurando por trás e apertando a barriga com força. Se não der certo, ela pode desmaiar e, por isso, é fundamental chamar o socorro o quanto antes.
Outra dica
Os médicos disseram também que é fundamental colocar informações no documento para casos de emergência hospitalar.
Ou seja, identificar alergias ou informar se é hipertenso ou diabético, por exemplo, é uma maneira de guiar o tratamento e atendimento em caso de algum acidente.

Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2014/04/pediatra-ana-escobar-explica-o-que-fazer-em-situacoes-de-emergencia.html

Att.
Caroline Iatczaki da Rosa

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Siga sete dicas para largar o sedentarismo


Estudo mostra que gordinho ativo é mais saudável que magro sedentário

Dois estudos descobriram que está sendo chamado de paradoxo da obesidade. Esse conceito afirma que, em certos casos, os quilos além da conta não indicam perigo à saúde e podem até ser protetores do nosso organismo. 

A primeira pesquisa foi feita pela Universidade de Granada, na Espanha, e foi publicada no European Heart Journal. O estudo analisou dados de 43 mil americanos, divididos em grupos conforme os níveis de obesidade, colesterol, pressão arterial e condicionamento físico. Após acompanhar os participantes durante 14 anos, os médicos perceberam que as pessoas com obesidade, porém consideradas saudáveis após os exames, tiveram um risco 38% menor do que as não saudáveis de morrer por qualquer causa. A redução de morte por doenças cardiovasculares ou câncer foi de 30% a 50%. O desempenho desses participantes que estavam acima do peso, mas que mantinham bons hábitos foi, ao longo do tempo, similar ao dos magros saudáveis.

Outro trabalho, publicado na mesma edição da revista, analisou durante quatro anos a mortalidade de 64 mil suecos com problemas cardíacos (como angina e infarto) submetidos a um exame de imagem para determinar a saúde de suas artérias coronárias. Os pacientes foram subdivididos de acordo com seu IMC. Os resultados mostraram um gráfico em forma de "U": aqueles que estavam muito magros ou com obesidade mórbida corriam mais risco de morrer do que pacientes intermediários, com sobrepeso ou obesidade moderada. 

Os cientistas americanos acreditam que o melhor condicionamento físico das pessoas saudáveis com obesidade foi responsável pelo menor risco de morte observado nesse grupo em relação ao grupo dos não saudáveis. Eles afirmam que o exercício tem ação anticoagulante, ajuda a dilatação dos vasos e melhora a resistência à insulina, tendo um efeito contrário ao da obesidade, sendo portanto melhor ser uma pessoa acima do peso que se exercita do que um magro sedentário. 

Siga este plano para começar a praticar exercícios
Segundo a Federação Mundial de Cardiologia, pessoas que não praticam atividades físicas têm um risco duas vezes maior de sofrer doenças do coração, ter pressão alta e desenvolver diabetes quando comparadas a quem pratica exercícios físicos regularmente, independente fato de a pessoas estar ou não acima do peso. Então, que tal abandonar a preguiça e ganhar mais saúde seguindo este plano que preparamos para você? 




Faça uma avaliação médica
A avaliação médica não é apenas um pré-requisito para que aluno e professor trabalhem em segurança, mas a melhor maneira de descobrir os limites do seu corpo e o exercício ideal para vencê-los. "Também é fundamental realizar uma avaliação física. Por meio dela é possível determinar a porcentagem de gordura corporal do indivíduo e ter uma ideia de seu alongamento e da sua resistência", afirma o personal trainer Ricardo Custódio, da Companhia Atlethica do Estádio do Morumbi, em São Paulo.

Reabitue seu corpo aos exercícios
"A principal meta de quem começa a treinar após ter ficado muito tempo parado deve ser reabituar o corpo à prática regular de exercícios", explica Adriano. Segundo o personal trainer, emagrecer ou ganhar tônus muscular devem ser objetivos secundários nesse retorno. Isso porque o retorno ao treino, na maioria das situações, traz os mesmos desafios de uma primeira experiência com exercícios

"O aluno terá que começar do zero, mesmo tendo sido atleta regular no passado. Não respeitar essa progressão pode sobrecarregar os músculos e articulações, ocasionando lesões", diz o especialista. A diferença entre uma pessoa que já treinou e outra, que nunca se mexeu, é o tempo de resposta aos movimentos: quem já fez exercícios tende a recuperar o condicionamento mais rapidamente.

Comece por atividades de baixo impacto
Voltar a treinar e já partir para atividades de grande impacto aumenta e muito o risco de lesões. Decidir correr logo no primeiro dia de treino, por exemplo, poderá sobrecarregar os músculos e articulações dos membros inferiores, afirma o médico do esporte Ricardo Nahas, do Centro de Referência em Medicina do Exercício e do Esporte do Hospital 9 de Julho. Ele explica que, em uma caminhada, cerca de 20% do peso corporal fica concentrado nas articulações e essa porcentagem dobra numa corrida. "Por isso, é essencial realizar a readaptação muscular, articular e cardíaca", diz o médico.

Escolha um exercício que te dá prazer
Exercícios físicos não se resumem a musculação e esteira. Por isso, se a academia não te atrai, busque fazer outras atividades, como esportes coletivos, ginástica ou circuito "Treinar por prazer mantém o aluno motivado e reduz o risco de abandonar o programa", afirma Ricardo Custódio. O exercício perfeito, de acordo com o personal, é aquele que consegue equilibrar as necessidades do seu corpo com as suas preferências.

Respeite seus limites
O condicionamento físico não aparece do dia para a noite. "Pegar muito peso de uma vez ou caminhar uma distância muito longa só vai causar dores nos músculos e nas articulações", afirma o personal Adriano Braga. Estar disposto a melhorar sempre é fundamental, mas isso deve ser feito de maneira segura. "Do contrário, há risco de uma lesão mais séria e você é obrigado a ficar sem treinar justo quando estava mais engajado".

Aumente a intensidade aos poucos
O aumento da dificuldade do treino faz parte do programa - além de tornar a atividade mais interessante, o desafio ajuda seu corpo a ganhar condicionamento. "Isso pode significar aumento da carga, aumento da velocidade, redução do intervalo entre um exercício e outro ou aumento do número de repetições", afirma o personal Adriano Braga. Seguir um plano para aumentar a intensidade significa abandonar o sedentarismo de maneira gradual e saudável.

Faça alongamento e aquecimento
"Aquecer é aumentar a temperatura corporal, o que eleva a frequência cardíaca e prepara o corpo para a prática de exercícios", afirma o médico do esporte Ricardo. O alongamento, por sua vez, pode ajudar a prevenir lesões - esse tipo de movimento estimula a liberação do líquido sinovial, que lubrifica as articulações. "Esses minutinhos de preparação são valiosos porque informam o organismo sobre o que deve ser priorizado no momento, deixando atividades, como a digestão, em segundo plano".



Mais informações em: http://www.minhavida.com.br/fitness/galerias/15587-siga-sete-dicas-dos-treinadores-para-largar-o-sedentarismo/7

Att.
Caroline Matias

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Cultura cigana

A história dos ciganos é toda baseada em suposições. E a razão é simples: faltam documentos. Os ciganos são um povo sem escrita. Eles nunca deixaram nenhum registro que pudesse explicar suas origens e seus costumes. Suas tradições são transmitidas oralmente, mas nem disso eles fazem muita questão – os ciganos vivem o hoje, não se interessam por nenhum resquício do passado e não se esforçam por se manterem unidos. A dificuldade em se fixar, o conceito quase inexistente de propriedade e a forma com que lidam com a morte – eliminando todos os pertences do falecido – dificultam ainda mais o trabalho aprofundado de pesquisa.
Uma teoria, contudo, é aceita pela maioria dos especialistas. A partir da constatação da semelhança entre as línguas romani (praticada pelos rom, o maior dos grupos ciganos) e hindi (variação do sânscrito, praticada no noroeste da Índia, onde hoje fica o Paquistão), foi possível elucidar a primeira e grande diáspora cigana. Um grande contingente, formado, possivelmente, por uma casta de guerreiros, teria abandonado a Índia no século 11, quando o sultão persa Mahmoud Ghazni invadiu e dominou o norte do país. De lá, emigraram para a Pérsia, onde hoje fica o Irã. A natureza nômade de muitos grupos ciganos, entretanto, também permite supor um movimento natural de imigração que tenha chegado à Europa conforme suas cidades se desenvolviam, oferecendo oportunidades de negócios para toda sorte de viajantes e peregrinos.
            Imagina-se que existam 15 milhões de ciganos espalhados pelo mundo. Como tudo relacionado a esse universo, essa é só uma estimativa – eles vivem à margem da sociedade e não costumam participar de pesquisas de censo demográfico.
Tanto no Brasil quanto na Europa, o analfabetismo entre os ciganos é alto. Por aqui, segundo a historiadora Isabel Fonseca, 3 em cada 4 mulheres ciganas são analfabetas. Por lá, escolas que só aceitam ciganos têm os piores níveis de qualidade. A falta de estudo e a vida à margem os empurram cada vez mais para a criminalidade, o que alimenta as visões deturpadas e generalizadas que sobrevivem desde os primeiros contatos entre ciganos e europeus. Enquanto não forem compreendidos, eles se mudarão e começarão tudo de novo. Seguirão vivendo sua saga cigana.
Existe um projeto de preservação da cultura cigana e sua inserção na escola, pois pela dificuldade e falta de documentos necessários para a matricula, muitas crianças da comunidade cigana ficam sem serem alfabetizadas. O responsável por ir atras dos direitos dos ciganos aqui no Brasil é o Claudio Domingos Iovanovitchi, que mostra a cultura, em seminarios para que professores trabalhem nas escolas, divulgando a cultura para os desconhecidos. A caravana cigana mostra uma vasta forma de trabalhar os conteúdos em sala, inclusive com os movimentos na educação física, para maiores informações entrar em contato no site www.caravanacigana.com.  


                                                                                                                  Att. Tatiane Perucelli 









Fontes: http://super.abril.com.br/cultura/saga-cigana-447715.shtml
             http://www.caravanacigana.com/2013/05/associacao-de-preservacao-da-cultura.html





Caminhar acelerado 30 minutos por dia 



diminui risco de ataque cardíaco.


Cardiologista ressalta: pesquisas feitas na década de 90 comprovam até 
hoje a importância do exercício para reduzir os efeitos da vida sedentária.

Em 1996, o Ministério da Saúde americano publicou uma pesquisa de cinco anos feita com a sua população. A conclusão foi a de que caminhar acelerado 30 minutos por dia diminui o risco de um ataque cardíaco em 34%, tanto em homens com em mulheres. Além disso foi sugerido que subir escadas, três lances por dia, sete dias da semana, faria o mesmo efeito. As pesquisas começaram anos antes, trazendo informações para diminuir os efeitos danosos da vida sedentária.

Mulher caminhando euatleta (Foto: Getty Images)Mulher caminhando: 30 minutos deste exercício por dia reduz risco de doença cardíaca (Foto: Getty Images)










A primeira e mais impactante foi de um pesquisador inglês, “Morris”, que publicou um estudo simples na mais importante revista médica do mundo, o “Lancet”, sobre as doenças que acometiam os funcionários dos ônibus vermelhos de dois andares de Londres quando se aposentavam. Descobriu-se que os motoristas desses ônibus, passando a maior parte do tempo sentados, tinham mais casos de infarto do miocárdio do que os cobradores que se sentavam muito pouco, subiam e desciam as escadas o tempo todo do trajeto dos ônibus. Outra pesquisa interessante foi acompanhar por informações pessoais ou de familiares a vida médica por 16 anos de ex- alunos de Harvard. Quem manteve vida ativa fisicamente, comparado com quem ficou sedentário, foi a de que esses últimos tiveram 50% mais doenças cardiovasculares do que os ativos praticantes de esportes, corridas ou outras atividades físicas. O que chamou a atenção foi que os benefícios detectados apareciam meses depois de mantido um gasto médio semanal de 2000 calorias em exercícios físicos.
Importante: gastar calorias e exercitar-se regularmente têm ganhos para a saúde só se mantiver as atividades físicas! Não existe poupança de benefícios que você tenha feito por um tempo, parando depois por diversos motivos. O exercício físico não é vacina para as doenças em geral. Parou? Em pouco tempo desaparecem os benefícios, fica como se nunca tivesse feito exercícios na sua vida. Vamos manter as atividades físicas em dia. Só assim você poderá buscar a saúde plena.
Fonte: http://globoesporte.globo.com/eu-atleta/saude/noticia/2014/04/caminhar-acelerado-30-minutos-por-dia-diminui-risco-de-ataque-cardiaco.html
Bruna Sansão

terça-feira, 15 de abril de 2014

Atividades Circenses na Educação Física

O desejo de romper com práticas tradicionais foi uma das motivações de Fernanda Pedrosa de Paula ao introduzir o circo nas aulas de Educação Física. Ela iniciou o planejamento das turmas de 4° e 5° anos da EM José de Calasanz, em Belo Horizonte, com dois objetivos: ampliar o repertório de práticas da cultura corporal da garotada para além dos esportes coletivos e propor algo que representasse um desafio tanto para ela como para seus alunos, acostumados apenas a jogos de quadra.

Em classe, Fernanda propôs uma conversa inicial para saber o que os estudantes conheciam sobre o circo. Ao identificar que boa parte deles o associava apenas a palhaços e domadores de animais, ela percebeu a importância de apresentar mais práticas circenses, como as acrobacias e as manipulações. Esse primeiro momento serviu para que ela revisse alguns pontos do planejamento e o adaptasse em função das necessidades e dos interesses da garotada. 

Uma pesquisa orientada na sala de informática da escola se seguiu a essa primeira etapa. Lá, a turma buscou informações sobre as modalidades circenses e sua história. Em seguida, Fernanda exibiu trechos de espetáculos da companhia canadense Cirque du Soleil (disponível em locadoras e no YouTube) que mostravam as manifestações a serem trabalhadas nas aulas. "Ao propor a pesquisa e a exibição dos vídeos, pretendia ajudar a turma a se aproximar do circo e conhecer sua evolução." 

Só então teve início a experimentação das práticas. As aulas seguiam sempre a mesma sequência: numa roda de conversa, a docente expunha seus objetivos e explicava o movimento. Em seguida, a turma executava a modalidade apresentada. Ela circulava e indicava a necessidade de adaptações nos movimentos, e quem não conseguia realizá-los recebia ajuda. Por fim, em uma nova roda de conversa, a turma fazia um balanço do que havia aprendido.

Modalidades acessíveis
Conheça práticas que podem ser facilmente executadas na escola

Manipulações
Exercício: Malabares.
O que usar: Balões de ar, bolas de meia ou feitas com jornal e fita crepe, lenços (ou pedaços de tecido) e arcos (bambolês).
Desenvolve: Agilidade e coordenação motora.

Acrobacias
Exercícios: Corda, estrela, cambalhota, rolamento e parada de mão.
O que usar: Corda e colchonetes para amortecer o impacto das quedas e dar segurança.
Desenvolve: Força e resistência musculares.

Equilíbrio
Exercícios: Tambor e perna de pau.
O que usar: Latões e latas de leite em pó com um furo de cada lado, por onde passa uma corda de náilon.
Desenvolve: Equilíbrio e coordenação motora.


Att. Aline Melnyk

Hóquei Subaquático




 O Hóquei subaquático foi inventado em 1954 em Inglaterra por Alain Blake com o intuito de entreter os mergulhadores na altura do inverno. Inicialmente chamado ” Octopush”, o Hóquei subaquático ao longo dos anos foi sofrendo modificações a nível de equipamento,número de jogadores e outros factores decisivos para torna-lo na modalidade internacional que é hoje em dia.

 Hoje em dia é praticado em quase todos os países da Europa com destaque para o Reino Unido, França, Holanda que são as maiores potências, a nível Mundial temos países como África do Sul, Austrália, Nova Zelândia, Colômbia, Estados Unidos da América e Canada.
 Em Portugal a modalidade existe oficialmente desde 2007, tendo ocorrido experiências prévias a esta data mas só em 2007 foi criado o primeiro clube oficial de Hóquei Subaquático. Desde então o crescimento tem sido muito significativo.

Regras

 O Hóquei Subaquático joga-se numa piscina  que tenha as dimensões entre 20-25 metros de comprimento e 12-15 metros de largura, devem ter uma profundidade minima de 1.80 m (minimo para competições oficiais, para treinos qualquer piscina pode ser utilizada) e máxima de 3.65m desde que a inclinação máxima não exceda os 10%, o ideal será de 2.20m de profundidade constante.
 As equipes são constituídas por 6 atletas e mais 4 suplentes sendo as substituições ilimitadas. Nas extremidades da piscina estão colocadas no fundo uma baliza com 3m de comprimento e 18 cm de largura onde devemos introduzir o disco (1.3kg de chumbo revestido de borracha) na calha da baliza.

Material

material

  1. Máscara de mergulho » usamos a máscara dado que o jogo disputa-se sempre no fundo da piscina e assim temos não só uma melhor visão debaixo de água sem esforçar a vista mas também mais uma proteção a nível da face.
  2. Toucas » São usadas para proteção e para ajudar a distinguir as equipas.
  3. Tubo » O uso do tubo é fundamental no jogo porque assim não precisamos de tirar a cara debaixo de agua para respirar e assim nunca perdemos o contacto visual com o disco.
  4. Luva » Mais uma maneira de distinguir as equipas e de proteção da mão que agarra o stick dado que cada jogador só usa uma luva.
  5. Barbatanas » Existem vários tipos e formas de barbatanas que podem ser utilizadas no Hóquei Aquático. Temos é de ter sempre atenção num fator de segurança para nós e para os outros jogadores, as barbatanas a sua volta tem que acabar sempre em borracha pois o contacto com os outros jogador e inevitável e se não tiver essa proteção poderia nos cortar . Quanto ao tipo de barbatana pode ser aquela a que nos adaptamo-nos melhor.
  6. Stick » É a única maneira que temos para poder tocar no disco. Cada pessoa deverá numa fase mais avançada ter os seus próprios sticks dado que para podermos fazer tanto os passes como a nível de técnica individual estar bem habituados a jogar sempre com os mesmos sticks. Existem variadíssimas formas e desenhos de sticks para todos os gostos mas apenas tem que respeitar a alguns aspectos de dimensões. Os sticks para destros e esquerdinos são iguais mas simétricos. Servem também para distinguir as equipas através das cores.
  7. Disco » a peça fundamental para um jogo. O disco pode ter várias cores mas sempre com as mesmas dimensões . De altura tem 3cm podendo variar entre 2mm, de diâmetro tem 8cm e o seu peso pode variar entre 1.3kg e 1.5kg . O disco a sua volta no exterior é envolvido por uma borracha para que assim não estrague a piscina nem os sticks. O stick permanece sempre no fundo da piscina.
 

http://www.fpas.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=54&Itemid=245

Att. Ana Ellen Soares Kochinski

domingo, 13 de abril de 2014

Pirâmide alimentar é redesenhada para melhorar a dieta dos brasileiros

Esquema gráfico que indica a proporção de cada tipo de alimento que deve ser ingerida diariamente, a pirâmide alimentar adotada no Brasil foi criada em 1999, pela pesquisadora Sonia Tucunduva Philippi, do Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da USP (Universidade de São Paulo). Agora, pela primeira vez, o instrumento de consulta passou por modificações para melhorar a qualidade da dieta dos brasileiros.
As proporções continuam as mesmas, assim como a disposição dos grupos de nutrientes na pirâmide. O que mudou foi a inclusão de alguns alimentos, como o arroz integral , as folhas verdes-escuras, peixes como salmão e sardinha e oleaginosas como castanha-do-pará. 
Excesso de peso
Já foi comprovado que uma alimentação saudável e a prática de exercício físico são fatores essenciais para a boa saúde. Mas será que a população brasileira está comendo de forma adequada? Dados da última Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontam que não. O excesso de peso em homens adultos saltou de 18,5% para 50,1% em poucos anos (de 2006 para 2010) — ou seja, metade deles está acima do peso. Em relação às mulheres, a proporção passou de 28,7% para 48% no mesmo período.
Segundo Mauro Fisberg, nutrólogo da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), a orientação para uma alimentação adequada é essencial para se combater a obesidade. "A pesquisa realizada pelo IBGE, em parceria com o Ministério da Saúde, veio constatar tal fato, apontando que quase metade da população brasileira está acima do peso. Como consequência da má qualidade da dieta e do aumento do sedentarismo, há um maior risco de se desenvolver Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT's) como o diabetes, obesidade, hipertensão e problemas cardiovasculares", aponta o especialista.
Para orientar a população sobre a importância de uma alimentação saudável na manutenção da boa saúde, a pesquisadora colaborou com o Ministério da Saúde no desenvolvimento do "Guia Alimentar Brasileiro", com os cálculos do número de porções, e valor energético médio de cada uma delas, para todos os grupos alimentares e para uma dieta de 2000 calorias (a pirâmide anterior continha 2.500 calorias).
O trabalho foi apresentado no  5º Congresso Brasileiro de Nutrição Integrada (CBNI), realizado no mês passado, cujo tema central foi "Translação da Ciência para a Prática Nutricional".
"O redesenho e a inserção de novos alimentos foram necessários para melhor adaptação à dieta e aos hábitos culturais dos brasileiros. A refeição é um momento no qual se deve ter prazer. Então, as boas escolhas alimentares também devem levar esses fatores em consideração", declara Philippi.
Entenda o que mudou
  • Editora Metha/Sonia Tucunduva Philippi
Veja quais os alimentos incluídos em cada um dos grupos alimentares:

- Grupo do arroz pão, massa, batata, mandioca: destacou-se a presença do arroz integral, pão de forma integral, pão francês integral, farinha integral, biscoito integral, aveia e inclusão da quinoa e do cereal tipo matinal;
- Grupo das frutas: houve o realce maior para as frutas regionais como caju, goiaba, graviola e a inclusão dos sucos e salada de frutas;
- Grupo das verduras e legumes: foram incluídas as folhas verdes-escuras, repolho, abobrinha, berinjela, beterraba, brócolis, couve flor, cenoura com folhas e a salada com diferentes vegetais;
- Grupo do leite, queijo e iogurte: maior visibilidade a todos os alimentos do grupo como fonte importante de riboflavina (B2) e principal fonte de cálcio na alimentação. Iogurte apresenta alto valor nutricional;
- Grupo das carnes e ovos: maior destaque para os peixes do tipo salmão e sardinha e regionais e para os cortes mais magros e grelhados, frango sem pele e ovos;
- Grupo dos feijões e oleaginosas: o feijão e a soja como preparação culinária, a lentilha e o grão de bico, e oleaginosas como castanha-do-Pará e castanha-de-caju;
- Grupo dos óleos e gorduras: houve destaque para o azeite;
- Grupo de açúcares e doces: colocou-se o chocolate e o açucareiro.

Distribuição
A alimentação deve ser composta por quatro a seis refeições diárias, distribuídas em três principais (café da manhã, almoço, jantar), com 15 a 35% das recomendações diárias de energia cada, e em até três lanches intermediários (manhã, tarde e noite), com 5 a 15% das recomendações diárias de energia.
Fonte: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2013/07/13/piramide-alimentar-e-redesenhada-para-melhorar-a-dieta-dos-brasileiros.htm
Att.

Wendell

sábado, 12 de abril de 2014

Estudo mostra que cérebro está programado para fazer atividade física

Que a prática de atividade física regular faz bem à saúde todo mundo sabe. Mas porque será que mesmo sabendo dos benefícios muitas pessoas não se exercitam? Alguns cientistas começaram a especular se, além da falta de tempo comumente alegada, não existiria também umfator genético que faria as pessoas se exercitarem com maior ou menos frequência. E foi justamente isso que uma pesquisa da Universidade de Missouri, conduzida pelo Dr. Frank Booth, descobriu (ainda em ratos): que existem diferenças genéticas que fazem alguns se exercitarem mais do que outros.
Corrida mulher (Foto: Getty Image)Estudo mostra que é possível desenvolver área do cérebro que torna exercício prazeroso (Foto: Getty Image)
Os pesquisadores investigaram a expressão gênica de uma parte do cérebro responsável pelasensação de recompensa, aquele sentimento gratificante que sentimos após uma corridinha. Eles viram que essa parte do cérebro era mais desenvolvida nos ratos que gostavam mais de correr e menos desenvolvidas nos que praticamente não corriam na roda da gaiola. Ou seja, os ratos sedentários não corriam porque provavelmente não sentiam tanto prazer naquela atividade como os outros ratos, e isso é uma característica genética.

Porém, a conclusão da pesquisa não foi de que algumas pessoas estão fadadas ao sedentarismo e ponto. Eles continuaram os experimentos “forçando” os ratos sedentários a correrem mais e viram que isso alterou o cérebro deles, desenvolvendo mais a área responsável pela sensação de satisfação após a atividade física.

O Dr. Booth, em declaração ao The New York Times, disse que “os humanos podem ter genes que motivam a realização e exercícios físicos e outros genes que motivam ficar sentado no sofá, e com o passar das gerações um tipo de gene pode se tornar predominante na família. Mas predisposições não são ditatoriais. As pessoas podem decidir por se exercitaram e como o experimento final da pesquisa mostrou, elas podem recondicionar seus cérebros de modo que a atividade física se torne prazerosa.”

Fonte: http://globoesporte.globo.com/eu-atleta/saude/noticia/2014/04/estudo-mostra-que-cerebro-esta-programado-para-fazer-atividade-fisica.html
Att, Walmor Ladwig
* As informações e opiniões emitidas neste texto são de inteira responsabilidade do autor, não correspondendo, necessariamente, ao ponto de vista do Globoesporte.com / EuAtleta.com.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Mihajlovic desequilibra, e Rio surpreende o Campinas fora de casa

Ponteira sérvia faz a diferença a favor de Bernardinho no duelo contra o time de Zé Roberto, e atuais campeãs se aproximam da décima final seguida da Superliga


Ora nas pancadas, ora nas largadinhas. A ponteira Mihajlovic vibrava a cada ponto - e foram muitos -, sempre com a cara amarrada de quem não se importa com os gritos da torcida do Campinas, que lotou a Arena Concórdia nesta terça-feira. A sérvia foi o ponto de desequilíbrio a favor do Rio de Janeiro. Ela foi a estrela maior de um show em quadra que até ofuscou a disputa à beira dela. Os técnicos José Roberto Guimarães e Bernardinho foram coadjuvantes de luxo na primeira partida da semifinal da Superliga Feminina de vôlei e viram as atuais campeãs surpreenderem com uma vitória por 3 sets a 0 - parciais de 25/23, 30/28 e 21/13.
Eleita a melhor jogadora em quadra, Mihajlovic foi também a maior pontuadora, com 21 acertos. Apesar de ter desequilibrado a partida a favor do time carioca, a atacante sérvia fez questão de dividir os méritos pela vitória com suas companheiras.

- A gente se preparou muito bem nos últimos dez dias e acho que essa foi uma das razões do nosso sucesso. Trabalhamos duro jogar melhor, acho que trabalhei muito durante a partida, mas o mérito pela vitória é de toda a equipe. Espero que nossa equipe continue jogando bem - afirmou a maior pontuadora do jogo, com 21 pontos. 

Graças à sérvia, Bernardinho nem precisou se exaltar muito à beira de quadra, como de costume. Diante de um Zé Roberto também calmo, o técnico do Rio ainda aumentou a vantagem nos confrontos contra o treinador rival pela Superliga. Agora são sete vitórias de Bernardinho contra cinco de Zé Roberto.
Fabi vôlei Rio de Janeiro x Campinas (Foto: Fernando Maia / MPIX)A sérvia Mihajlovic (à esq.), a levantadora Fofão (7) e a líbero Fabi vibram com mais um ponto do Rio de Janeiro na vitória sobre o Campinas por 3 sets a 0 (Foto: Fernando Maia / MPIX)

- Foi um jogo em que as duas equipes poderiam ter vencido. Só no terceiro set que nosso bloqueio funcionou e conseguimos ganhar com mais tranquilidade - disse Bernardinho.

O resultado fora de casa deixou o Rio de Janeiro bem próximo da décima final seguida. A ameaça do Campinas à hegemonia carioca persiste, afinal as paulistas venceram no Maracanãzinho na primeira fase e acreditam que podem repetir o feito para levar o duelo para o terceiro jogo.

- O 3 a 0 foi uma surpresa, apesar de os dois primeiros sets terem sido equilibrados e definidos no finalzinho. Elas mereceram, jogaram melhor nos finais dos sets. Vamos tentar reverter no Rio de Janeiro. Nosso time sacou mal aqui, mas elas mereceram - analisou Zé Roberto.
A promessa é de mais uma partida equilibrada e tensa neste sábado, às 10h, no Maracanãzinho. Em caso de triunfo do Campinas, o terceiro jogo decidirá a vaga na final no próximo dia 18, novamente na Arena Concórdia.. 
O JOGO
Saudados por uma arena Concórdia quase lotada e vibrante, os dois times entraram em quadra reforçados. As donas da casa voltavam a contar com Tandara, que saiu em pratos do último jogo da primeira fase por causa de uma entorse no tornozelo. As visitantes, por outro lado, tinham o retorno da levantadora Fofão, que estava fora do time há dois meses, tratando uma lesão na panturrilha esquerda.
O clima de tensão e concentração tomou as jogadoras das duas equipes desde o aquecimento. Expressões fechadas nas faces, quebradas por raros e tímidos sorrisos, davam o tom, afinal uma vaga na decisão estava em jogo. Todas estavam prontas para um duelo equilibrado, a exemplo dos dois confrontos da primeira fase - o Campinas venceu nas duas ocasiões por 3 a 2. Uma rivalidade que começou à beira de quadra, com os dois técnicos. Campeões olímpicos, Zé Roberto e Bernardinho se respeitam, mas estão longe de serem amigos. Um breve aperto de mãos antes do jogo foi o único momento amistoso entre os dois.
vôlei Rio de Janeiro x Campinas (Foto: Fernando Maia / MPIX)A sérvia Mihajlovic foi um o destaque da vitória do Rio de Janeiro sobre o Campinas (Foto: Fernando Maia / MPIX)
Quando a bola subiu, o Campinas logo tentou desequilibrar com um ace de Natália e as pancadas da ponteira americana Kristin. O bloqueio anfitrião também funcionava, mas o Rio encontrou o caminho para igualar. Os saques cariocas quebravam os passes das paulistas, e a sérvia Mihajlovic foi achando brechas para acertar seus ataques - foram sete bolas no chão da ponteira. Os dois times chegaram empatados à reta final do set e os dois tiveram chances de fechar, até que Natália parou no bloqueio de Carol. Com 25/23 na parcial, as atuais campeãs da Superliga saíram na frente.
O brilho em quadra era tão grande que ofuscava o duelo particular entre os técnicos. Calmos para seus padrões, Zé Roberto e Bernardinho apenas andavam de um lado para o outro. Raramente se exaltaram. Foram dois coadjuvantes, que assistiram ao show de Natália. A ponteira do Campinas cresceu no segundo set. Ela explorava o bloqueio e sabia a hora certa de soltar o braço para fazer o anfitrião abrir quatro pontos de frente (12/8), a maior vantagem da partida até então. 

Precisando vencer o set, o Campinas se aproveitou dos erros do Rio de Janeiro no início da terceira parcial, mas logo as atuais campeãs reagiram. A central Carol até fez um bloqueio com a cabeça e Mihajlovic fez um ace para Rio virar para 14/10. A torcida de Campinas desanimou, e as jogadoras do Campinas também. Elas começaram a errar e viram o Rio abrir sete pontos de frente.  Com tranquilidade, as atuais campeãs fecharam a parcial em 21/13 para surpreender na semifinalSó que Mihajlovic também mostrou talento e eficiência no ataque - foram mais oito acertos. Gabi montou um paredão do Rio para virar para 18/16 em dois bloqueios seguidos. O Campinas deu o troco na mesma moeda, com Walewska, Jú Nogueira e Angélica. Mais uma vez a parcial se arrastou, e os dois times tiveram várias chances de levar o set. Novamente, o Rio se mostrou mais concentrado e ganhou por 30/28 após um erro de ataque de Kristin.
http://globoesporte.globo.com/volei/noticia/2014/04/mihajlovic-faz-diferenca-e-rio-surpreende-o-campinas-fora-de-casa.html