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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

BRINCADEIRAS DO SUL









Olá galerinha que nos acompanha, montei uma postagem hoje a partir de uma algumas reportagens que encontrei da revista "Nova Escola" sobre algumas brincadeiras típicas do Sul do Brasil. 


Elástico




Brincadeiras do Sul: Elástico. Foto: Danny Yin

Como brincar: O principal acessório é uma tira de elástico grande (de cerca de 3 metros de comprimento), com um nó unindo as duas pontas, e três participantes. Dois ficam em pé, um de frente para o outro e distantes cerca de 2 metros. O elástico deve ficar ao redor das pernas deles, que precisam ficar abertas para segurá-lo esticado. Uma terceira pessoa deve pular dentro do retângulo formado pela tira e fazer desenhos e amarrações com as pernas. A primeira sequência é bem simples: a criança se posiciona ao lado do elástico e deve pular com os dois pés juntos para dentro dele.
Depois, pula novamente abrindo as pernas de modo que um pé caia para cada lado de fora do elástico. No terceiro movimento, ela deve fazer um giro de 180º, deixando as tiras se enrolarem em seus tornozelos. Por fim, deve pular para o lado externo do elástico enquanto gira o corpo para soltar-se da amarração.

O elástico começa rente ao chão, mas à medida que a pessoa consegue fazer os movimentos corretamente, ele vai subindo. Então, quem conseguir pular mais alto ganha o jogo. 

Variações: Os nomes mudam dependendo do movimento que se pede para fazer e da região do país: cebolinha, estrelinha, várias fases, laranjinha, castelinho, bigode, vassourinha, cruzada de Belém etc.


Vivo Morto


Brincadeiras do Sul: vivo morto. Foto: Danny Yin
Como brincar: A criança escolhida para comandar a brincadeira fica de frente para as demais, todas em pé. É ela que vai dizer se os outros participantes devem ficar em posição de vivo (em pé) ou de morto (agachado). Ao gritar "morto", todas as outras crianças devem abaixar imediatamente, e ao falar "vivo", elas devem se levantar. Quem errar sai. Aquele que conduz pode dizer a mesma palavra duas ou mais vezes seguidas e depois mudar repentinamente, para enganar o resto da turma. A última criança vence e assume o lugar do chefe.

Variações: Também é chamado de morto-vivo, duro ou mole e senta-levanta.


 Esconde-esconde

Brincadeiras do Sul: Esconde-esconde. Foto: Danny Yin

Como brincar: Uma pessoa será o pegador, que terá de encontrar os demais participantes escondidos. Para definir quantos segundos ele vai contar para que os outros se escondam, uma criança escolhe um dedo da própria mão e encosta nas costas dele, que terá de adivinhar qual é esse dedo.
Cada vez que o pegador errar o palpite, acrescenta 10 segundos à contagem (que pode ter no máximo 100 segundos, o equivalente aos 10 dedos das mãos). O pegador fica com os olhos cobertos e com o rosto voltado para um muro ou uma árvore contando enquanto os demais participantes da brincadeira se escondem.
Quando chegar ao fim da contagem, ele deve encontrar um a um. Ao vê-los, precisa correr e encostar a mão no ponto de partida e falar "um, dois, três" e o nome da criança encontrada, que passa a ser pegadora. Se a criança escondida bater primeiro, pode continuar se escondendo na próxima rodada.

Coelho Sai da Toca


Brincadeiras do Sul: coelho sai da toca. Foto: Danny Yin

Como brincar: Em trios, duas crianças formam a toca e uma será o coelho. Para fazer a toca, a dupla junta as mãos no ar, formando uma casinha. Quem interpreta o coelho fica agachado entre elas, embaixo dos braços. Essa estrutura se repete com os demais participantes da brincadeira. Uma das crianças fica em pé entre as tocas e deve gritar: "Coelho sai da toca!". Ao fazer isso, os coelhos entocados precisam trocar de casinha. Já a criança que estava no meio deve tentar roubar a toca de alguém. Se conseguir, aquela que ficou sem toca é a que passa a gritar no centro do espaço. Ela também pode falar "Toca troca de lugar!". Nesse caso, são as tocas que devem trocar de coelho. 

Variações: Em alguns lugares a toca é formada por um círculo desenhado com giz no chão ou por um aro ou bambolê. A dinâmica da brincadeira é a mesma, mas não há a possibilidade de a toca trocar de lugar.


Taco


Brincadeiras do Sul: Taco. Foto: Danny Yin

Como brincar: Deve-se formar duas duplas, cada uma composta por um rebatedor, que segura um taco de madeira, e um arremessador. Eles ficam em uma base (um círculo desenhado no chão) e no centro dela encontra-se uma garrafa plástica com um pouco de areia dentro. Quem arremessa deve tentar derrubar a garrafa do time adversário jogando uma bolinha de borracha (ou de tênis) com a mão. Cabe ao rebatedor do outro time defendê-la. Se a garrafa for derrubada, o time que atirou a bola ganha um ponto. Se o rebatedor conseguir defendê-la ou se a bolinha não acertar a garrafa, quem jogou deve correr para pegá-la e voltar à sua base. Enquanto isso, os adversários correm, fazendo um "oito" nas duas bases e, quando se encontram, batem as mãos. Cada volta completa, sem que o arremessador tenha voltado para seu lugar de origem, vale um ponto. O time que completar cinco pontos ou mais primeiro vence a partida. Feito isso, as funções são invertidas: rebatedores vão para o arremesso e arremessadores vão para as rebatidas. 

Variações: Em alguns lugares o nome da brincadeira muda. Em Belém do Pará, por exemplo, o taco é conhecido como casinha, castelo ou tacobol. As regras e os acessórios também variam bastante. Há quem substitua a garrafa de plástico por latas de refrigerante ou por três gravetos, que formam uma cabaninha. Em alguns lugares, pode-se derrubar a base com chutes, além da bolada.


Carrinho de Lomba

                       Brincadeiras do Sul: carrinho de lomba. Foto: Danny Yin


Como brincar: Em Novo Hamburgo, lomba quer dizer ladeira. O carrinho tem esse nome, portanto, por ser feito para brincar nas lombas das ruas. Então é só procurar um declive, sentar em cima do carrinho com os pés apoiados no eixo frontal e descer a ladeira. Se você tiver mais de um brinquedo, pode apostar corridas com os amigos. Para brecar, tem de virar o carrinho de lado ou parar com o pé (sempre calçado, para não se machucar). 

Variações: Em outros locais é chamado de carrinho de rolimã, por ser feito de rodinhas desse material. Algumas pessoas fazem um breque com um terceiro pedaço de cabo de vassoura afixado de forma móvel na lateral. Também há quem acople um pequeno banco para apoiar as costas quando estiver no carrinho.


Receita do Carrinho de Lomba
Ingredientes

  • Pedaços de madeira;
  • Rolimãs (fazem parte das rodas de automóveis e podem ser conseguidos em mecânicas).
Modo de fazer
Providencie uma tábua retangular (com 1 metro de comprimento, 30 centímetros de largura e pelo menos 2 centímetros de espessura). Ela será a base do brinquedo.

Corte as duas pontas de um dos lados menores para formar a parte da frente. Dois pedaços de cabo de vassoura ou de madeira (um com 60 centímetros de comprimento e outro com 80 centímetros) servem de eixos. Afine as pontas dos cabos até que elas encaixem nas rodinhas, que devem ser presas com pregos.
Pregue também o cabo menor na parte de trás, de forma fixa, pelas duas extremidades.
Já na parte dianteira, como o eixo precisa ser móvel, o cabo de vassoura é afixado somente pelo meio, com parafuso, ruela e porca.

É importante que todo o processo seja supervisionado por um adulto.

Histórico: Em Novo Hamburgo, o carrinho de lomba é confeccionado pelo avô de uma das crianças: Olmar Romanini, 80 anos. Ele era marceneiro e construiu o primeiro carrinho todo em madeira - até as rodinhas - para o filho e depois para o neto João Augusto. "Ele me deu o brinquedo quando eu era pequeno e depois fez mais um, com rolimãs, que eu e meus amigos ajustamos e pintamos juntos", diz o menino. Rosane, mãe de João e filha de Olmar, conta que o pai sempre gostou de fazer brinquedos para a família. "Quando era pequena, ganhei uma casa de bonecas construída por ele."

Espero que tenham gostado. Até mais pessoal!

Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/brincadeiras-regionais/

Att. Edilson de Oliveira

2 comentários:

  1. Muito interessante.Aqui no sudeste também brincamos destas mesmas brincadeiras.Acredito que são folclóricas e como tais são realizadas por todo o Brasil.

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